sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Finalmente: Toyota montará híbrido Prius em São Bernardo

Produção começa em 2016, afirma sindicato dos metalúrgicos.

Toyota vai montar o modelo híbrido Prius a partir de 2016 em sua fábrica de São Bernardo do Campo, hoje dedicada somente à produção de peças. A informação veio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “A empresa investirá R$ 60 milhões em uma linha de montagem. O carro será parcialmente montado no Brasil. Ao longo do tempo haverá também a nacionalização de componentes”, disse o presidente do sindicato, Rafael Marques. A expectativa é que sejam gerados 500 novos postos de trabalho na unidade, que emprega 1,5 mil pessoas atualmente. 

De acordo com o dirigente, a direção da fábrica vem definindo o assunto com o conselho administrativo da montadora e o anúncio deve ser feito em novembro, mas pode-se arriscar que ocorrerá no fim de outubro, durante as entrevistas coletivas na abertura do Salão do Automóvel. Recentemente, o governo baixou para até zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros híbridos que não são carregados em tomadas, como o Prius e o Ford Fusion (leia aqui).

Fonte: www.automotivebusiness.com.br09/10/2014 | 19h50

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Uso de carro elétrico é quatro vezes mais barato do que convencional


A CPFL Energia finalizou a primeira fase do Programa de Mobilidade Elétrica, projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que estuda os impactos da utilização de veículos elétricos. De acordo com os dados colhidos pelo estudo, foi possível concluir que a utilização do veículo elétrico é cerca de quatro vezes mais barata do que a de um carro convencional.

Crédito: Divulgação Itaipu

Os dados levantados pelo projeto de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esclarecem que o valor do quilômetro rodado, em um carro a combustão, considerando o uso do etanol, é de aproximadamente R$ 0,19, enquanto o veículo movido à eletricidade percorre a mesma distância com o custo de R$ 0,05.

Para divulgar as conclusões iniciais do trabalho, o grupo realiza a primeira viagem de ida e volta entre Campinas e São Paulo com o Renault Zoe, que tem autonomia aproximada de 210 km e será reabastecido no eletroposto inaugurado pela Schneider Electric no Shopping Pátio Paulista, na capital paulista. A viagem comprova que a utilização de veículos elétricos poderá ser ampliada com o crescimento da rede de carregamento, permitindo o uso interurbano e conferindo maior segurança aos usuários.

Os seis carros utilizados pelo Programa de Mobilidade Elétrica percorreram quase 17 mil quilômetros e consumiram 3.249 KWh de energia, o que equivale ao consumo aproximado de 16 residências durante um mês. Os veículos deixaram de emitir 2.3ton/CO2 na atmosfera, o que equivale a retirar das ruas aproximadamente 27 carros populares que rodem 15 quilômetros por dia durante um mês.

Um dos objetivos da primeira fase do estudo era determinar qual seria o impacto para a carga de energia elétrica com a utilização em massa de veículos elétricos. As projeções iniciais da CPFL apontam que o uso desta tecnologia consumiria entre 0,6% a 1,7% da carga do SIN (Sistema Interligado Nacional), em 2030, quando a frota de veículos elétricos atingir respectivamente 5,0 milhões e 13,3 milhões de unidades.

“Nossa intenção é estudarmos amplamente o tema de mobilidade elétrica no Brasil e desmistificá-lo em todos os seus aspectos, confirmando até o final da pesquisa que o impacto na demanda de energia adicional é controlável. Os investimentos já considerados para expansão do sistema elétrico no Brasil são capazes de suportar a ampliação da demanda por energia trazida com a utilização em massa dos veículos elétricos”, explica Rafael Lazzaretti, gerente de Inovação da CPFL Energia.

Para a realização da pesquisa e desenvolvimento do laboratório real de mobilidade elétrica, participam do projeto em parceria com a CPFL o CPqD e a Unicamp, na frente de estudos, e a Natura e 3M na utilização dos veículos.

A pesquisa, iniciada em 2013, receberá R$ 21,2 milhões em recursos até 2018 para aplicação em estudos, infraestrutura e veículos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ducati Monster Diesel

Nada mais a acrescentar ....

Diesellogo


http://www.diesel.com/ducati

Novo sistema criado pela Volvo ‘desvia’ carro em situações de acidente

Tecnologia monitora perímetro do veículo com câmeras e sensores. Objetivo é zerar mortes envolvendo carros novos da marca até 2020.
volvo1Veículo será capaz de desviar de obstáculos em risco de colisão (Foto: Divulgação)

A Volvo trabalha de forma árdua para zerar o número de mortes envolvendo carros novos da marca até 2020. Para isso, desenvolve diversas tecnologias voltada para segurança de ocupantes de seus veículos e pedestres. A mais recente novidade é um sistema que promete “desviar” o carro automaticamente em casos de colisão iminente.
O carro fará isso sozinho utilizando uma série de sensores e câmeras, que fazem imagens de 360° em volta do veículo. Eles estarão focados em detectar objetos que geralmente não são vistos pelos motoristas – como árvores, ciclistas, e muitas vezes, pedestres.
Com isso, se um obstáculo entrar em rota de colisão com o veículo, o sistema faz uma análise de um “caminho livre” e desvia o carro sozinho, sem intervenção do motorista. Outro tipo de auxílio é a frenagem autônoma, em caso de objetos parados na pista, como animais. A Volvo não afirma em qual modelo a tecnologia irá estrear, apenas diz que 2020 é o prazo para o fim das mortes em modelos novos da marca.
v2Veículo será capaz de desviar de obstáculos em risco de colisão (Foto: Divulgação)

Criadores do LED azul levam o Nobel de Física

Dos LEDs azuis aos LEDs brancos
O Prêmio Nobel de Física de 2014 foi concedido a três pesquisadores japoneses pelo desenvolvimento do LED de cor azul e sua posterior junção com outras cores para criação dos LEDs brancos.
Isamu Akasaki, nascido em 1929, é professor da Universidade Meijo, em Nagoya. Hiroshi Amano, nascido em 1960, é professor da Universidade de Nagoya. E Shuji Nakamaura, nascido em 1954, é atualmente professor da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos.
Os LEDs (Light-Emitting Diodes - diodos emissores de luz) são as luzes de estado sólido que começaram como sinalizadores em aparelhos eletrônicos e agora estão se disseminando nas aplicações de iluminação em geral.
Para essa disseminação, a invenção do LED azul foi crucial, uma vez que esse comprimento de onda é necessário para produzir a luz branca necessária para a iluminação de ambientes, o que é feito juntando-o com os mais tradicionais LEDs de cor verde e vermelha.
Funcionamento do LED
Foram quase 30 anos de pesquisas, na academia e na indústria, em busca da criação de um LED que emitisse cor azul – os primeiros LEDs foram criados em 1907, os LEDs vermelhos e verdes nasceram na década de 1960, e os três pesquisadores agora premiados pelo Nobel apresentaram seu primeiro LED azul em 1992.
nob2
Como cada LED propriamente dito tem o tamanho de um grão de areia, é fácil juntar vários deles para emitir luz branca ou outras combinações de cores. [Imagem: Johan Jamestad/RSAS]
Um LED típico é formado por várias camadas de materiais semicondutores. A eletricidade injeta elétrons nas camadas de tipo n (negativo) e lacunas nas camadas de tipo p (positivo), dirigindo-os para a camada de material ativo, onde as cargas se recombinam e emitem luz.
A cor, ou comprimento de onda da luz emitida, depende do material semicondutor usado na camada ativa.
Os três pesquisadores japoneses tiveram sucesso construindo diversas camadas do semicondutor nitreto de gálio (GaN) misturado com índio (In) e alumínio (Al).
Iluminação de estado sólido
Desde então, os LEDs brancos têm sido constantemente aperfeiçoados, ficando cada vez mais eficientes, com maior fluxo luminoso (medido em lúmens) por unidade de potência elétrica consumida (medida em watts).
O recorde mais recente é de pouco mais de 300 lúmens por watt (lm/W), que pode ser comparado a 16 lm/W das lâmpadas incandescente e perto de 70 lm/W das lâmpadas fluorescentes compactas.
Como estimativas indicam que até um quarto do consumo mundial de eletricidade é usado em iluminação, os LEDs são muito “verdes”. O consumo de materiais também é otimizado, já que os LEDs duram até 100.000 horas, em comparação com 1.000 horas das lâmpadas incandescentes e 10.000 horas das lâmpadas fluorescentes.

nobel

Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura inventaram o LED azul, o que permitiu a
criação de LEDs que emitem luz branca.[Imagem: Meijo University/Nagoya University/UCSB]

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os paradoxos da inovação

Wim Buekens chama a atenção, em um artigo muito interessante, para os paradoxos da inovação, para as tensões entre continuar fazendo o passado no presente e fazer, no presente, parte do futuro dos negócios. o texto é ainda mais instigante porque, diagnosticados os paradoxos, buekens receita três capacidades que os líderes deveriam ter para transpor as dificuldades impostas pelos paradoxos. a imagem abaixo tem um link para o artigo em um repositório científico, pago; não achei uma versão aberta do texto, mas depois da imagem abaixo vou discutir os paradoxos, a receita de buekens e minhas mudanças e adições a ela. vamos lá. as imagens deste texto são de uma aula sobre liderança [de, para] inovação.

image

antes de passar rapidamente por cada paradoxo, cabe tentar, mais uma vez, uma resposta à velha pergunta… “por que é preciso inovar?” simples: porque, para continuar competitivo em um cenário de negócios que muda sempre, você –e seu negócio- têm que mudar seu comportamento para estabelecer, ao mesmo tempo ou à frente da competição, novos patamares de competitividade dentro do mesmo cenário e [ou], em muitos casos, criar comportamentos novos, sem par no passado do negócio ou, quem sabe, do mercado. é preciso inovar, em primeira e última análise, porque inovação é a única fonte de vantagens competitivas sustentáveis, já dizia Peter Drucker. 
esperando que você tenha se convencido, e já tenha começado a pensar como inovar no seunegócio, saiba que é bem capaz de você dar de cara com vários, senão todos, os paradoxos abaixo. pra começar, há o…

image

ou seja… mesmo que você tenha começado um negócio muito inovador, seu próprio sucesso vai contribuir para que se estabeleçam mecanismos, estruturas, gerencias, diretorias, sistemas inteiros que garantam que seu empreendimento continuará sendo um sucesso. pra isso, não há PMPISO 9000 e  que chegue… e sempre haverá quem implante mais estruturas, controles e gerências, mesmo que não resulte em mais performance e qualidade e mesmo que os efeitos colaterais sejam a perda da liberdade [criativa e de errar], da flexibilidade [para fazer diferente da norma], a superorganização [que se torna auto-suficiente] e a perda da capacidade de tratar processos emergentes, que surgem do contexto, das práticas informais, da inexistência, ela mesma, de processos estabelecidos para fazer as coisas. em sistemas super-regulados, em instituições inflexíveis, só dá pra fazer o que é explicitamente permitido. todo o resto é proibido. pra imaginar o nosso contexto como país, o brasil é inflexível: nossa prática legislativa e regulatória, origem de quase toda insegurança jurídica nacional, diz que tudo o que não é explicitamente permitido é implicitamente proibido.
o segundo da lista de buekens é o…

image

muitas vezes você acerta por acaso e, depois, nem sabe porque acertou. mas quando você erra, quase sempre aprende, especialmente se seu negócio tiver mecanismos para tal. por que foi que o projeto deu errado? que acidente de percurso, tomada de decisão, falha de percepção, especificação ou desenvolvimento e implantação levaram ao fracasso de uma iniciativa? há processos antigos, pra isso, que começam na análise de satisfação de clientes e usuários e vão até a descoberta das causas fundamentais do fracasso. errar, assim, é o mesmo que aprender. mas como diz o paradoxo, só se premia o sucesso, e nunca o aprendizado. resultado?… olhe o diagrama abaixo, uma brincadeira do pessoal de sistemas [de informação] sobre o que fazer quando seu projeto fracassa…

image

parece brincadeira, mas a imagem acima representa mesmo as relações entre pessoas, projetos e organizações em muitos negócios de verdade. incrível, certo? pois é. logo depois do paradoxo da falha, vem o…

image

uma leitura quase futebolística deste paradoxo é que em time que está ganhando, mesmo se começar a perder, não se muda nada além das métricas, para parecer que ainda está ganhando, até a derrocada final. há um certo 7 x 1 que deveria nos lembrar deste paradoxo o tempo todo, mas, como não se premia o aprendizado, há vezes em que nem se tenta aprender com os fracassos. no caso do time da CBF, os líderes e gerentes atribuíram a goleada contra a alemanha a uma “fatalidade” e o técnico veio à mídia dizer que seu timinho poderia ter feito 4 gols, pra perder “só” de 7 a 4. que beleza!…
às vezes, o paradoxo do sucesso está interligado com o…

image

pra que aprender o que eu não sei? isso não só é muito caro, porque aprender algo novo é sempre um grande investimento, mas é capaz de não ter retorno, não servir pra nada, também… especialmente porque eu já sei muito –sobre o que eu faço agora-, não tenho tempo para mais nada, porque as demandas do que faço são muito superiores à minha capacidade de atendê-las…
deixar o resto “pra lá”, quando o resto é todo um mundo de conhecimento que pode afetar seu negócio, seu mercado e sua capacidade de sobreviver é quase sempre fatal. apesar disso pessoas se fecham, as instituições idem, em seu particular universo. os rastros estão por todo lado, inclusive [talvez principalmente] entre os que deveriam estar mais abertos a aprender coisas novas de verdade: os cientistas e suas instituições vivem quase sempre em verdadeiros silos de conhecimento, onde se sabe cada vez mais sobre cada vez menos [e cada vez mais sem qualquer contexto concreto]. e vez por outra, mesmo quando se sabe o que poderia ter aplicações práticas muito relevantes, rola uma certa síndrome de calvin quando o mundo real chega perto…


tanto na ciência quanto nos negócios, o último paradoxo é uma praga universal: se há muita gente fazendo a mesma coisa, porque a gente –eu- deveria fazer diferente, mesmo se o que quase todo mundo estiver fazendo parece errado? pois é: o efeito manada cria, nos negócios, um comportamento de lemmings que, ao contrário do que se diz, não cometem suicídio tentando nadar da noruega para o canadá… mas parecem pensar que, se “todos” estão tentando, por que não “eu”, também? o resultado é que as populações destes roedores oscilam entre números dantescos e a quase extinção, em poucos anos. se você pensar bem, é mais ou menos o que acontece com certos modelos de negócios na web [que tal “compras coletivas”, ou “apps”?…].

image

mas ocorre que…

image

…e isso exige o entendimento destes conflitos de forma ampla. buekens mostra as tensões num gráfico [veja abaixo] que aponta quão isolados estão os extremos da criatividade eadministração nos negócios, que deveria levar a uma reflexão sobre os significados das palavras empreendedor [aquele que desenvolve novos negócios]  empresário [aquele que faz negócios existentes funcionarem]. raramente se pensa sobre isso, porque quase ninguém consegue ver a diferença tão dramaticamente como exposta no diagrama a seguir. claro que há uma interseção entre as duas visões de mundo, senão nenhum negócio inovador se tornaria uma grande empresa, tampouco grandes instituições teriam qualquer capacidade criativa e inovadora. mas tal interseção tem que ser parte de um desenho institucional que trata o problema no curto, médio e longo prazos e só se mantém à custa de trabalho, energia e foco. muito, por sinal: no estado natural de cada um, quase nenhum administrador está à procura de novas oportunidades para apoiar, pois já tem muito a fazer, e poucos criadores estão dispostos a investir seu precioso tempo à busca de apoio e infraestrutura para suas ideias que, de tão genialmente óbvias, deveriam ter a instituição inteira funcionando ao seu redor. como se sabe… a prática é muito diferente disso.

image

buekens diz que, para escapar dos paradoxos, as organizações precisam de líderes que tenham visãotalento e compromisso para manter o negócio competitivo, que é o grande papel da inovação e seus resultados. já eu acho que estes três itens são pouco; pra manter um negócio vivo é preciso articular as 5 competências abaixo, e cada uma delas não é trivial em nenhum momento do negócio, ainda menos continuadamente.

image

as “competências de buekens”, visãotalento e compromisso são pouco porque é preciso mais do que puro e simples compromisso; como exemplo, tanto a galinha [que entra com o ovo] quanto o porco [que entra com o bacon] têm um compromisso com o café da manhã, mas só o porco está engajado… ele vai entrar com a vida no processo. engajamento, pois, e não sócompromissovisão e talento são essenciais para líderes dispostos a fazer com que os dois extremos [empreendedores e empresários] das empresas tenham um grande conjunto depreocupações e ações em comum, mas isso exige iniciativa, aliás iniciativas, muitas e continuadas e, acima de tudo uma grande capacidade de aprendizado. não vai errar muito quem disser que líderes contemporâneos se destacam mais pela capacidade de aprender [edesaprender e reaprender, continuamente], do que pela visão [de mundo] e talento [inato] para negócios.
porque não é só a economia que é do conhecimento, há tempos; é a sociedade inteira e são indivíduos, lá, que redefinem e reescrevem o que querem dos [e para que servem os] negócios. e isso torna o ciclo de vida dos negócios muuuito mais complexo do que quando informação e conhecimento eram escassos e estavam em uns poucos locais e pessoas.
neste novo ciclo de vida, para manter vivas as empresas de todos os tipos, precisamos de líderes com VITAEvisãoiniciativatalento, [capacidade de] aprendizado e engajamento. se você está à frente, quanto é que você tem de cada uma destas capacidades, em relação ao que seria o [sub-]ótimo para o negócio? se há outro alguém liderando, o quanto de VITAE [como se fosse um game!…] ele ou ela têm? é bom saber, nos dois casos, pois disso –tenha certeza- depende a vida de seu negócio.

image

Por: Silvio Meira - Professor associado da escola de direito da FGV-RIO e co-criador e agente provocador de uma das primeiras redes de business designers do brasil, a IKEWAI.com.
Gostou? Recomendação de literatura:
PORTER, Michael E. - Competição: Estratégias Competitivas Essenciais. São Paulo: Campus, 1999;COLLINS, James e PORRAS, Jerry - Building Your Company's Vision: Harvard Business Review, 2000;
KOTLER, Philip - Administração de Marketing, 10a Edição. São Paulo, Pearson, 2000.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Muitas pessoas trocariam um salário melhor por um trabalho mais flexível


O quarto e último volume da série de pesquisas New Way to Work (NW2W), desenvolvida pela Unify, revela que a flexibilidade no trabalho começa a se tornar bem atrativa. De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados disseram que preferem um modelo flexível de trabalho ao invés de um aumento salarial. O estudo mostrou que, quando corretamente aplicado, o trabalho flexível pode poupar recursos financeiros, especialmente quando o aumento salarial para todo um setor pode ser difícil de ser alcançado.
A série New Way to Work ainda mostrou o crescimento do número de ações judiciais e a criação de leis ao redor do mundo que estão dando aos funcionários o direito de solicitar um regime de trabalho flexível. Essa tendência e a melhora do mercado de trabalho levaram ao desenvolvimento do que a Unify chama de “Imperativo do Trabalho Flexível”. Trata-se de uma combinação entre a demanda dos funcionários, a melhora do mercado de trabalho e numerosas leis, que está fazendo com que essa modalidade deixe ser uma regalia para se tornar um direito.
Para a empresa, não se trata de uma situação “tudo ou nada”. “Pelo contrário, muitos funcionários ficariam satisfeitos com alguns dias por semana para trabalhar em casa ou com a capacidade de trabalhar no escritório apenas parte do dia e depois o restante em casa”, conclui o levantamento. Entre as melhores práticas,, diz a empresa, está trabalhar remotamente algumas horas por semana e usar a tecnologia para ter interações bem sucedidas como se estivesse no escritório. Além disso, as companhias podem estabelecer e documentar um código de conduta para equipes virtuais que defina o que os funcionários devem fazer para garantir um bom regime de trabalho flexível.
“Os funcionários estão levando a sério o regime de trabalho flexível”, afirma Bill Hurley, CMO (Chief Marketing Officer) da Unify. “Além de quase metade de todos os funcionários preferir o trabalho flexível a um aumento salarial, quase um terço disse que mudaria de empresa se lhe fosse oferecida essa modalidade de emprego. Está na hora de aderir a essa tendência. Os líderes de empresas que ignorarem o Imperativo do Trabalho Flexível poderão perder seus melhores profissionais”, destaca o executivo.
Neste volume da NW2W Index, a Unify entrevistou mais de 800 profissionais de todo o mundo em todos os setores, incluindo finanças, TI, marketing e P&D a vendas, atendimento, operações e outras áreas funcionais.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Capa de Invisibilidade agora é Real



A Primeira Capa de Invisibilidade esta aqui, e o melhor, você pode fazer a sua.


Finalmente, uma capa de invisibilidade real e verdadeira. Mas a Capa Rochester não é algo futurista, um cinto de ficção cientifica, ou capa mágica: é apenas uma configuração inteligente de lentes padrão que contornam a luz em torno de um objeto, escondendo o objeto à vista de todos. Isso torna a Capa Rochester não só a mais barata e mais fácil de fazer do que qualquer outra tecnologia de camuflagem até hoje, mas significa que podemos vê-lo no mundo real em breve.´

Desenvolvido como um co-venture(1) entre University of Rochester's Physics e Advanced Optics departments, a Capa Rochester é uma surpreendentemente resposta de baixa tecnologia para o que é tradicionalmente considerado um problema de alta tecnologia: tornar objetos invisíveis. O projeto é liderado pelo professor de física John Howell, que se interessou pelas possibilidades de criação de dispositivos de camuflagem simples, utilizando materiais de prateleira como um projeto para fazer nas férias com seu filho.


Embora os princípios fundamentais da camuflagem são sempre os mesmos - ou seja, contornar a luz em torno de um objeto - muitas abordagens dependem engenhocas complicadas ou outros materiais exóticos para fazer algo desaparecer. Mesmo assim, o dispositivo de camuflagem só funciona quando você está olhando-o de frente: basta mover sua cabeça apenas um centímetro para a esquerda, e o objeto 'camuflado' aparece de volta à vista.

Isso não acontece com a Capa Rochester. "Este é o primeiro dispositivo, que sabemos, que pode fazer camuflagem tridimensional, multidirecional continuamente, que trabalha transmitindo raios no espectro visível," disse o estudante graduado Joseph Choie e doutrorando no Rochester Institute of Optics, diz no site da Universidade  de Rochester. Tudo que você precisa é de uma série de quatro lentes padrões de mercado (e algum cérebro) para fazer a Capa Rochester e, abracadabra, alguma coisa sumir.

Ele ainda acrescenta. A Capa Rochester poderia fazer qualquer coisa invisível, contanto que as lentes possam cobri-lo. Teoricamente, isso significa que é possível fazer uma base militar "desaparecer" do espectro visível se você cercá-la com lentes grandes o suficiente.

Enquanto isso é um caso improvável de uso para a Capa Rochester, as aplicações práticas são emocionantes por si só. Imagine fazer com que as mãos de enfermeiras fiquem invisíveis para que não obstrua a visão de um médico uma cirurgia, ou caminhões equipados com Capas Rochester para que eles possam ver através de seus pontos cegos. Tecnologia de camuflagem tem aplicações mais revolucionárias do que apenas girando um Klingon Bird of Prey invisível.
Você pode ler o artigo científico completo sobre a Capa Rochester aqui.
(1) um projeto de negócio ou empresa realizado conjuntamente por duas ou mais empresas, cada uma partilha na capitalização e em quaisquer lucros ou prejuízos.

Bateria de lítio, alfafa e pinus é totalmente reciclável

Cientistas suecos desenvolveram uma tecnologia de reciclagem de baterias de lítio que pode não apenas resolver o problema dos resíduos, mas também mudar o panorama da indústria inteira.
Stéven Renault e seus colegas da Universidade de Uppsala atingiram um novo nível na reciclagem das baterias, e fizeram isto por meio de uma técnica à base de plantas.
O resultado é que o material de uma bateria de lítio fabricada com o novo processo, ao chegar ao fim de sua vida útil, pode ser recuperado e usado para fabricar uma bateria nova.
A base do processo, e da bateria reciclável, é uma mistura de alfafa e resina de pinus, e todo o mecanismo é realizado com solventes simples, como etanol ou água.
Para que a bateria reciclada funcione, basta acrescentar mais biomaterial.
Bateria de lítio totalmente reciclável com alfafa e pinus
Protótipo da bateria de lítio fabricada com alfafa e resina de pinus. [Imagem:Daniel Brandell]

“Acreditamos que nossa descoberta pode abrir várias portas para baterias do futuro mais ambientalmente corretas e energeticamente mais eficientes,” disse o professor Daniel Brandell.
Sem comparação
A bateria feita com o lítio reciclado é capaz de armazenar 99% da energia de uma bateria nova, mas a equipe afirma que futuras modificações no processo poderão recuperar esse 1% perdido.
Embora as atuais baterias de lítio contenham vários materiais inorgânicos não renováveis, o que dificulta sua reciclagem, vários grupos já apresentaram protótipos de baterias feitas de materiais renováveis.
Mas esta estratégia de reciclagem com recuperação e fabricação de uma bateria nova é um marco.
“A utilização de materiais orgânicos de fontes renováveis torna possível resolver vários dos problemas que emergiram com o enorme aumento da utilização das baterias de lítio. Mas, acima de tudo, é um grande passo que o lítio destas baterias possa ser recuperado. Estas soluções também são potencialmente muito custo-efetivas,” disse Brandell.
Os pesquisadores não apresentaram um comparativo de rendimento e eficiência entre sua biobateria e as baterias comuns de lítio.
Bibliografia:Environmentally-Friendly Lithium Recycling From a Spent Organic Li-Ion BatteryStéven Renault, Daniel Brandell, Kristina Edström - ChemSusChemVol.: Article first published online - DOI: 10.1002/cssc.201402440 Redação Inovação Tecnológica

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Windows 10, Microsoft anuncia que novo sistema operacional rodará em computadores, tablets, smartphones e Xbox

Novo sistema operacional da Microsoft será lançado em 2015. Até lá, empresa fará desenvolvimento colaborativo, em que usuários poderão usar versões teste e sugerir mudanças.
Windows 10