sexta-feira, 7 de novembro de 2014

‘Banda larga para todos’ não mudará as ofertas de serviço das operadoras. teles disse que

Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reafirmou, a decisão do governo de levar a infraestrutura de banda larga a todos os municípios brasileiros até 2018, conforme prometeu a presidente Dilma Rousseff, em sua campanha para a reeleição. “Nós vamos levar fibra óptica aonde for possível e em locais remotos e em municípios da Amazônia, levaremos o acesso por meio de redes de rádio, satélite, balões, drones e toda a tecnologia que estiver disponível”.


A presidente Dilma irá lançar o programa Banda Larga para Todos em breve e prevê que o custo da infraestrutura pode cair se todos os órgãos de governo, que querem aumentar sua participação na internet, como os ministérios da Saúde, Educação e Segurança, fizerem um trabalho conjunto. “Não precisamos fazer uma série de redes paralelas, mas um grande backhaul para servir a todas as áreas”.
Hoje a conexão por fibra óptica chega a apenas 47% dos municípios. “As conexões à internet mais que dobraram em dois anos, mas temos um acesso ainda muito desigualmente distribuído e precisamos enfrentar esse desafio”, disse o ministro. A Anatel terá um grande papel nessa tarefa.
Assim como as empresas, que junto com a infraestrutura que chegar nas cidades, vão levar os pacotes de serviços mais baratos e mais sofisticados. O entendimento do ministro é de que o serviço de banda larga pode ser prestado pelos regimes público e privado, mas acredita que pouco vai mudar da situação atual, “pelo menos que eu saiba”, afirmou.
Permanência:Paulo Bernardo disse que ainda não sabe se permanecerá na pasta no novo governo da presidente Dilma Rousseff. “Eu tenho contrato até 31 de dezembro, mas nada impede que a presidente possa me demitir antes. O que vai acontecer depois, não sei”. Ressaltou ainda que a renovação é salutar e importante. “Eu não sei de nada, não tenho informação nenhuma e também não vou ficar especulando ,nem me articulando, nem correndo atrás disso”.
Bernardo também acredita que as empresas deverão optar pelo uso da faixa de 700 MHz para cumprir obrigações estabelecidas no edital de venda da frequência de 2,5 GHz. “Nenhuma empresa se manifestou, mas apostaria plenamente de que vão querer usar, porque a obrigação já existe, elas têm até 2017 para colocar 4G em todos os municípios com mais de 30 mil habitantes e é evidente que a faixa de 700 é muito mais vantajosa para essa meta”. A homologação do leilão deve acontecer ainda nesta semana, quando também será marcada a data da assinatura dos termos de uso da frequência.
Anatel:
O presidente da Anatel, João Rezende, fez um balanço das atividades da agência em um ano, focando em ações de transparência, como a abertura das reuniões e de manifestações orais; no esforço para fomentar a competição, como a implantação do Sistema de Negociação de Ofertas no Atacado; nas ações em prol compartilhamento das infraestruturas; na ampliação das redes, por meio do leilão da faixa de 700 MHz e de satélites; e na defesa dos consumidores, por intermédio do novo regulamento pró-usuário. Para o próximo ano, Rezende destacou que a tarefa da revisão dos contratos de concessão será um dos principais temas em debate na agência.
Fonte: Tele.Síntese Lúcia Berbert 05 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Spintrônica é revolucionada pela Molibdenita

Separação de spins

Molibdenita revoluciona campo da spintrônica
[Imagem: J.M.Riley et al. - 10.1038/nphys3105]Camadas do disseleneto de tungstênio (WSe2) polarizadas completamente pelo spin.

Físicos fizeram a primeira observação direta de um fenômeno de separação de spins (spin splitting) de intensidade prática, o que eles estão chamando de "separação de spins gigante".


A maior surpresa é que a observação foi feita no disseleneto de tungstênio (WSe2), um material de espessura molecular que, embora venha despontando firme no campo dos dispositivos optoeletrônicos (classe de material mais conhecida como molibdenita), tem uma simetria cristalina que não deveria permitir a separação de spins.

A descoberta está sendo aclamada como o impulso definitivo para a spintrônica.

A spintrônica promete um salto em relação à eletrônica ao aproveitar o momento magnético de elétrons individuais, em vez das enxurradas de elétrons que compõem as correntes elétricas.

Os avanços gerados pela spintrônica já estão presentes em memórias de computador e em discos rígidos, mas a construção de componentes similares aos transistores depende ainda de uma compreensão detalhada de como o spin de cada elétron se comporta em um sólido.

Spintrônica une processamento e lógica no mesmo componente. Para isso, é necessário encontrar um material capaz de efetuar a separação de spins de forma controlada, ou seja, separar elétrons com spins para cima dos elétrons com spins para baixo. Todos os materiais conhecidos até agora tinham um efeito pequeno demais para aplicações práticas.

Jon Riley e seus colegas constataram que, embora um cristal de disseleneto de tungstênio de grande dimensão tenha uma estrutura cristalina que impeça a separação de cargas, quando feito em camadas, cada uma das duas camadas atômicas fica 100% polarizada pelo spin, um efeito que é cancelado no cristal maciço devido à rotação das camadas umas em relação às outras.

Segundo os pesquisadores, com uma capacidade de separação de cargas acionada por uma tensão de 500 mV, o material 2D tornará possível desenvolver componentes spintrônicos práticos que funcionem a temperatura ambiente.

Bibliografia:
Direct observation of spin-polarized bulk bands in an inversion-symmetric semiconductor
J. M. Riley, F. Mazzola, M. Dendzik, M. Michiardi, T. Takayama, L. Bawden, C. Granerød, M. Leandersson, T. Balasubramanian, M. Hoesch, T. K. Kim, H. Takagi, W. Meevasana, Ph. Hofmann, M. S. Bahramy, J. W. Wells, P. D. C. King
Nature Physics
Vol.: 10, 835-839
DOI: 10.1038/nphys3105

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Agora sua "operadora de banda larga" deve garantir, no minimo 80% da velocidade contratada.


Começou a valer neste sábado, 1º de Novembro de 2014, o novo patamar de qualidade nas conexões à Internet, conforme definidos pela Anatel. Significa que as empresas são obrigadas a garantir, em média, 80% da velocidade contratada. Ou seja, se o contrato prevê 10 Mbps, ao longo do mês a velocidade efetivamente usufruída não pode ficar abaixo de 8 Mbps.

Esse índice faz parte do regulamento de qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia. Aprovado em 2012, primeiro previa a garantia média de 60% da velocidade contratada. No ano passado, o percentual subiu para 70%. Agora chegou a última etapa, de 80%. Vale lembrar que, até então, a praxe era de as empresas só se comprometerem em entregar 10% do contratado.

Não significa que a velocidade não pode ficar abaixo dos 80% em um ou outro momento. A norma  prevê dois tipos de velocidades. Uma delas é chamada de “instantânea” e diz respeito à velocidade medida em um determinado momento. Nesse caso, o novo patamar implica que jamais, em qualquer medição, a velocidade pode ser inferior a 40% da contratada.

A outra é a velocidade “média”, ou seja, exatamente a média das velocidades “instantâneas” medidas ao longo de um mês. Como mencionado, eventualmente a velocidade medida em determinada hora pode ser de 40% da contratada. Mas no conjunto das medições feitas ao longo de um mês, a média deve necessariamente ser de 80% ou mais do que foi acordado com a operadora.

O mesmo regulamento prevê outros indicares além da velocidade. É o caso da variação de latência, ou jitter, que respectivamente medem o atraso na transmissão dos pacotes e a oscilação ou variação (as unidades de transmissão nas conexões TCP/IP). Esses são indicadores importantes para determinadas aplicações, como jogos online, comunicação de vós ou teleconferências (utilizados pelo skype, facetime, entre outros.). Existe ainda outro indicador mede a perda de pacotes.


Embora tenha sido adotado com objetivo de garantir maior qualidade nas conexões fixas à Internet, usar os indicadores em tratativas específicas com as operadoras não é trivial. É que a Anatel adotou um sistema estatístico de medição da qualidade. Assim, foi contratada uma empresa para aferir a qualidade, um consórcio entre a consultoria PwC e a SamKnows.

Assim, são usados cerca de 10 mil aparelhos acoplados aos modems de voluntários que realizam medições aleatórias ao longo do mês. Esses dados são apresentados sempre consolidados. Por se tratar de uma aferição por amostragem, não há como um usuário específico utilizar os dados em sua relação direta com uma ou outra operadora.

Desde que passou a usar essas medições, os percentuais de cumprimento das metas são surpreendentemente altos. Segundo divulgações periódicas da Anatel com os dados da EAQ, é muito raro não serem atingidos os índices por alguma das operadoras avaliadas – apenas os grupos com mais de 50 mil clientes, ou seja, Oi, NET, Telefônica/Vivo, GVT, Algar (CTBC), Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom.

O regulamento completo com os indicadores envolvidos – a resolução 574 – pode ser conferido na página da Anatel no link: http://legislacao.anatel.gov.br/resolucoes/26-2011/57-resolucao-574.

Teste a velocidade da sua internet, a Anatel recomenda a ferramenta deste link: www.brasilbandalarga.com.br.

Caso sinta lesado faça uma reclamação diretamente no site Anatel ou pelo Telefone 1331. (Sempre faço e FUNCIONA). A Anatel irá estipular um prazo e acompanhar a resolução do problema. Sua operadora pode ser penalizada com multa ou advertência, dependendo da gravidade do caso.

sábado, 1 de novembro de 2014

Liberado eletrônicos durante pousos e decolagens

Desde quinta-feira, 30 de Outubro, todas as companhias aéreas brasileiras poderão solicitar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de forma mais simplificada, a liberação de eletrônicos a bordo em todas as fases do voo. Esses eletrônicos incluem celulares, tablets, câmeras fotográficas, entre outros.

Para obter a autorização e permitir que os passageiros sejam beneficiados, as empresas aéreas devem cumprir os requisitos exigidos nos normativos já existentes da Anac, que incubem as companhias da responsabilidade por assegurar que o uso desses equipamentos pelos passageiros em todas as fases do voo não cause interferências nos sistemas de comunicação e navegação de suas aeronaves.

Atualmente, o uso de dispositivos eletrônicos portáteis a bordo de aeronaves possui diversas limitações. Os celulares, por exemplo, só podem ser usados em modo avião durante a fase de cruzeiro. Durante a decolagem e pouso eles devem ser mantidos desligados.
A Anac ainda deverá publicar uma instrução suplementar regulamentando a medida, que vai auxiliar as companhias aéreas brasileiras a realizar uma análise de sua frota, determinando se é segura a expansão do uso desses eletrônicos a bordo em outras fases de voo, além da fase de cruzeiro.

A depender da análise da frota das companhias, poderá ser autorizado o uso dos celulares em modo avião em todas as fases do voo e poderá ser permitido o uso de aparelhos celulares com o modo de transmissão ativado após o pouso.
Fonte: Teletime

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Aviões num futuro próximo poderão não mais ter janelas...

Claustrofóbicos não irão gostar desta novidade.

Daqui a uma década, os aviões comerciais poderão não ter mais janelas, em seu lugar, haverá enormes display exibindo imagens panorâmicas, capturadas através de câmeras instaladas no exterior da aeronave. Os mesmos display, também, oferecerão sistema de entretenimento e acesso à internet para os passageiros.
Mas por que tirar as janelas se os display irão mostrar as imagens lá de fora?
Simples: retirar as janelas reduziria o peso das aeronaves e, assim, o consumo de combustível e consequentemente os custos para as companhias aéreas e os passageiros. A fuselagem também poderia ser mais fina, deixando mais espaço para as poltronas. O conceito é do Centre for Process Innovation (CPI), empresa britânica de pesquisa, e deve “inspirar deslumbramento em algumas pessoas mas talvez despertar terror no passageiro nervoso”, aposta o Guardian.
No Twitter muita gente já imagina o que vai aparecer nesses display quando houver:

turbulência,
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algum erro no sistema,
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ou quando a companhia aérea aproveitar para passar a mensagem dos anunciantes,
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Veja imagens a seguir:

modern-airplanes-cpi
modern-airplanes-cpi2
modern-airplanes-cp3
Por: Quartz e BuzzFeed.

O que é a Internet das Coisas? Entenda o conceito e o que muda com sua chegada.


“Internet das Coisas” é a nova onda tecnológica que tem como objetivo estabelecer uma interação entre objetos inteligentes por meio da Internet. É, em ultima instância, a possibilidade de comunicação entre todos os objetos existentes, enviando e recebendo dados e informações com o intuito de facilitar nossas vidas.

Diariamente surgem eletrodomésticos, automóveis, e até tênis, roupas e maçanetas conectadas à Internet e a outros dispositivos, como computadores, tablets e smartphones. 

trava

Fechaduras inteligentes, por exemplo, permitem configurar senhas, permitindo que o usuário dê acesso a terceiros, a medida que desejar. Se a pessoa estiver viajando, por exemplo, pode definir o horário que um funcionário deve entrar e sair. Os criadores da engenhoca garantem que a Genie Smart Lock é simples de se instalar e não necessita de assistência especializada para isso. O aparelho tem encaixe desenhado para fechaduras de 54 mm, o tamanho tradicional. O aplicativo que controla a fechadura é compatível com qualquer smartphone que possua Android e Bluetooth 4.0.

A Internet das Coisas defende a criação de ambientes inteligentes responsáveis por realizar tarefas do nosso cotidiano, como verificar o que há na geladeira, fazer uma lista de compras, acessar o site do supermercado e fazer as compras por você.

No futuro, haverá uma rede composta exclusivamente de objetos em interação, que resultará na automatização de diversas tarefas e trocas de informações.


A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens. Aparelhos vestíveis, como o Google Glass e o Smartwatch 2, da Sony, transformam a mobilidade e a presença da Internet em diversos objetos em uma realidade cada vez mais próxima.

Como funciona Internet das Coisas:

A Internet das Coisas funciona conectando ser através de tecnologia de comunicação sem fio, como por exemplo RFID, a mais simples e barata de todas, envia informações para leitores RFID que podem estar conectados à Internet. Podem conectar-se diretamente a rede através de WiFi ou Tecnologia celular, 3G, LTE/4G, etc.

Pode conectar-se ainda à smartphones através de bluetooth ou outros tipo de sensores que permitam a comunicação entre máquinas (M2M) como sistemas de trânsito, pagamentos online ou microchips para animais de estimação.




Onde a Internet das Coisas esta presente:

A conexão entre objetos já é realidade em muitos aspectos de nosso cotidiano, com máquinas trocando informações com diferentes objetivos.

Na sua casa:

Objetos dentro de casas inteligentes falaram entre si para facilitar nossa vida. O despertador avisará a cafeteira que a pessoa está prestes a acordar e que deve-se começar o preparo do café. Enquanto isso a geladeira cria uma notificação de que está na hora de fazer as compras e o despertador avisa o usuário de suas tarefas do dia antes mesmo de levantar da cama.




Além é claro de controlar temperatura ambiente, iluminação, irrigar sua plantas, alimentar os animais de estimação e todas aquelas tarefas respetivas e desagradáveis que precisam ser feitas.




Na rua:

Sensores de ré, velocidade e distância, faróis automáticos e outras tecnologias já estão presentes em alguns automóveis. A Internet das Coisas, no entanto, pretende normalizar carros independentes, que dirijam sozinhos, criem rotas alternativas e façam a previsão do tempo de viagem, por exemplo.


Vista do veículo e seus computadores durante testes

 
No trabalho:

Ao invés de teleconferências, a evolução da computação possibilitará a criação de hologramas para estabelecer reuniões à distância.

Conselho Jedi em reunião holográfica


Numa das cenas antológicas de Guerra nas Estrelas, foi o suficiente para tornar-se um ícone do cinema. A cena entrou para o imaginário coletivo por mostrar algo que, até hoje, só a ficção científica poderia materializar: um holograma perfeito. Ou, traduzindo, uma imagem em movimento, projetada em três dimensões, que reproduz pessoas e objetos como se estivesse presente. Mais de 30 anos depois de o filme ter sido lançado, a holografia está deixando de ser uma miragem tecnológica. Num recente avanço tecnológico, um grupo, da Universidade do Arizona, desenvolveu um sistema que capta cenas em três dimensões e as reproduz em outro lugar, em qualquer parte do mundo. O modelo pode ser definido como a telepresença holográfica.

Nas compras:

Eletrodomésticos da cozinha, por exemplo, poderão identificar a falta de algum alimento e realizar a compra em um supermercado. Você poderá passar em um drive-thru e apenas recolher os produtos.



sábado, 18 de outubro de 2014

Etiqueta inteligente transmite dados através do corpo humano

Imagine a cena: você pega um produto no supermercado e seu smartphone emite um alarme. Na tela, uma mensagem informa que o produto que você pegou contém amendoim, um alimento ao qual você é alérgico.


Em outra situação, basta segurar a embalagem de um medicamento para ver, na tela do smartphone, a bula com as informações sobre ele. Depois disso, o aparelho passa a alertá-lo quando chega a hora de tomar o remédio.

Com a mesma tecnologia, uma pessoa cega poderia identificar um produto qualquer. O smartphone leria as informações da embalagem em voz alta para ela.

Esses são três exemplos de como poderá ser usada, um dia, a tecnologia que a Ericsson chama de Connected Paper. A empresa a demonstrou na feira Futurecom, em São Paulo. A ideia, bastante inusitada, é transmitir dados usando o corpo humano como ponte..

Connected Paper

Essa solução pode parecer estranha em vista da simplicidade de conexões como Bluetooth e Wi-Fi. Mas essas tecnologias de transmissão pelo ar exigem bastante energia para funcionar. Usando o corpo humano como condutor, o Connected Paper necessita apenas de uma quantidade ínfima de energia.



Isso torna viável alimentar o transmissor com uma finíssima bateria incorporada a uma etiqueta. Nela, ficam também o chip de controle e a antena que envia as informações. Esse conjunto é suficiente para enviar um código de identificação até o smartphone, que pode estar na outra mão ou até no bolso.

Recebido o código, um aplicativo faz uma consulta a uma base de dados na nuvem e baixa, de lá, as informações relacionadas com ele. É claro que, para que isso funcione, é preciso que o smartphone esteja capacitado para receber os sinais emitidos pela etiqueta.

Na demonstração, a Ericsson usou um receptor volumoso. Mas ele pode ser miniaturizado e incorporado a um smartphone. Um revestimento metálico ou o próprio corpo do aparelho funcionaria como antena.

Controle de estoque

A inexistência de aparelhos preparados para receber os sinais deve ser o principal obstáculo à adoção dessa tecnologia. Mas é possível que ela encontre lugar em aplicações específicas, como controle de estoque. Nesse caso, seria usado um receptor específico.

Nessa situação, o Connected Paper seria um concorrente para o código de barras e para as etiquetas do tipo RFID. “O Connected Paper é mais barato que o RFID, o que torna seu uso viável em situações em que o custo do RFID seria proibitivo”, disse Edvaldo Santos, diretor de inovação da Ericsson.

Santos diz que uma vantagem adicional é que o Connected Paper não ocuparia uma faixa do espectro eletromagnético como acontece com o RFID. Mas ele ressalva que ainda não há nenhum produto usando essa tecnologia. “Por enquanto, não temos ambição comercial”.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Skype lança aplicativo para enviar mensagens de vídeos autodrestutívas

Já disponível para iOS, Android e Windows Phone, software agrega recursos dos rivais Facebook Messenger e Snapchat para tentar se destacar.


O Skype lançou nesta semana um novo aplicativo chamado Qik, que permite o envio de mensagens de vídeo para seus amigos, inclusive grupos deles. Um dos diferenciais do novo software é o fato que essas mensagens desaparecem depois de duas semanas.
Pode parecer muita coisa, mas é meio que a única maneira de diferenciar um aplicativo de mensagem nos dias atuais. Mesmo rótulos como “mensagem instantânea” e “chat” e “chat anônimo” e “videochamada” estão tornando-se sem sentindo à medida que os aplicativos evoluem e absorvem os recursos dos seus rivais.
Por que isso importa
Porque agora temos o Skype Qik, que, apesar do nome, fica em algum lugar fora do Skype. Sim, ele usa seus contatos do Skype. Mas é apenas mais uma maneira de se conectar com seus amigs do Skype, porque as videochamadas são muito formais e as mensagens instantâneas são simplesmente muito casuais – mesmo com os documentos e imagens que as atualizações recentes para Mac e Windows adicionaram ao app do Skype.
Leve, mas íntimo
“Imagine se você pudesse reinventar a experiência do Skype, levando em conta como as mensagens, selfies e cultura de aplicativos mudaram a maneira como nos comunicamos”, afirmam Dan Chastney e Piero Sierra, dois executivos do Skype que trabalham para a Microsoft. O Qik é desenvolvido para ser leve e íntimo, com a habilidade para você organizar grupos de amigos e enviar mensagens de vídeos rápidos.
Parece familiar? É claro que sim. “Embedar” pequenos trechos de vídeo como o Facebook Messenger é o passo seguinte de anexar trechos de áudio, como o iMessage faz no iOS 8. E enviar mensagens com uma “bomba-relógio” para serem destruídas é certamente reminiscente do Snapchat.
Será que o Skype vai dar uma de Facebook e exigir que os usuários instalem o Qik? Isso parece difícil, uma vez que o app não substitui realmente a videochamada. Mas, com o tempo, parece que o Qik terá de tornar-se um componente do Skype se quiser ganhar espaço de verdade.
Qik4
Disponibilidade
De acordo com o Skype, o Qik já está disponível para os usuários de iPhone e aparelhos Android e Windows Phone.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Novo acessório da Microsoft carrega aparelhos sem conexoes por fios


Novo carregador também possui indicadores de LED para mostrar os níveis de bateria e tecnologia de carregamento rápido que oferece.
Após o sucesso de vendas dos carregadores portáteis da Nokia (DC-16, DC-19 e DC-18) e dos carregadores sem fio (DT-900 e CR-200), a Microsoft resolveu unir as duas tecnologias e trazer para o mercado o DC-50, o primeiro modelo portátil com wireless charging da marca.
“Com design compacto e ultrafino desenvolvido em policarbonato, o acessório pode ser utilizado para carregar o aparelho dentro do bolso ou em qualquer outro local desejado sem esforço. Basta deixar o smartphone em cima do acessório e ele estará sempre pronto para ser usado, como uma mágica”, destaca Everton Caliman, gerente de produtos e portfólio da Microsoft Devices no Brasil. A bateria tem a capacidade de reter até 2400 mAh, o que garante  ainda mais autonomia aos usuários.
O DC-50 possui compatibilidade com qualquer aparelho que possua o padrão Qi para carregamento. A linha Lumia, por exemplo, conta com smartphones que possuem a placa de carregamento wireless integrada (Lumia 930, Lumia 1520, Lumia 920), enquanto outros modelos podem usar capinhas com a tecnologia embutida como é o caso do Lumia 1020, Lumia 925, Lumia 735 e Lumia 720.O novo carregador também possui indicadores de LED para mostrar os níveis de bateria e tecnologia de carregamento rápido que oferece até 80% de carga em até duas horas. Como o carregador é completamente sem fios, isso significa que ele terá que ser carregado em algum momento e pode ser feito de duas formas: por meio da porta micro-USB como um aparelho ou via outro carregador wireless charging.
Fonte: IP News

Dez previsões para a área de TI nos próximos anos, segundo o Gartner

Wearables, algoritmos, máquinas inteligentes, impressão 3D e outras tecnologias disruptivas que definirão o futuro dos negócios e impactarão diretamente no papel da TI (Tecnologia da Informação).

O Gartner revelou suas principais previsões para o setor de TI em 2015 e nos próximos anos. As tendências apontadas pelo instituto de pesquisas indicam uma mudança nas antigas relações entre o homem e a máquina devido ao surgimento de negócios digitais.

Há algum tempo registramos mudanças em curso nos papéis que as máquinas desempenham em nossas vidas”, comenta Daryl Plummer, vice-presidente e analista do Gartner. “Máquinas baseadas em computação serão agora usadas para experiências que ampliam os esforços humanos. Elas assumem características mais humanas e criam um relacionamento mais personalizado com os seres humanos”, completa. Segundo ele, esse cenário mostra que, em um futuro próximo, máquinas e seres humanos serão colegas de trabalho e, possivelmente, até mesmo codependentes.

Veja abaixo algumas previsões do Gartner para os próximos anos:

1) Em 2018, negócios digitais vão demandar 50% menos trabalhadores focados em processos de negócios e 500% mais profissionais para tarefas-chave de negócios digitais em comparação com os modelos tradicionais

No final de 2016, 50% das iniciativas de transformação digitais serão incontroláveis devido à falta de competências de gestão de portfólio, levando a uma perda de market share por parte das empresas. A rápida evolução das mídias sociais e de tecnologias móveis vão conduzir o comportamento do consumidor. Essas tendências vão mudar significativamente a forma como vivemos. Por exemplo, geladeiras vai solicitar alimentos assim que eles acabaram, robôs vão recolher os mantimentos e drones vão entregá-los em sua casa, eliminando a necessidade de funcionários em supermercado e motoristas para entrega. O novo ambiente de negócios digital irá mudar profundamente os processos de negócios.


2) Em 2017, um negócio digital disruptivo será criado a partir de um algoritmo de computador

Até 2015, a previsão do Gartner é a de que as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) mais valorizadas envolverão empresas que combinam mercados digitais com logística física para desafiar ecossistemas empresariais legado físicos.

A economia mundial tornou-se madura para a disrupção digital, como evidenciado por empresas como Uber e Airbnb, que estão interrompendo o transporte terrestre e hotéis, respectivamente. Uma vez que tais companhias apresentam efeitos de rede (ou seja, seu valor aumenta a cada novo participante) tendem a formar monopólios naturais, mas são desafiadas por uma dinâmica de regulação e de um mercado complexo.

3) Em 2018, o custo total de propriedade para as operações de negócios será reduzido em 30% com o apoio de máquinas inteligentes e serviços industrializados

De acordo com o Gartner, em 2015, haverá mais de 40 fornecedores com ofertas de serviços gerenciados disponíveis no mercado, aproveitando máquinas inteligentes e serviços industrializados.

Consumidores querem obter melhores produtos e serviços a qualquer hora, em qualquer lugar e em qualquer canal. Esse quadro está alimentando a revolução de negócios digitais. Os processos de negócio e de toda a cadeia de valor vão mudar de um paradigma baseado em trabalho e habilitado para a tecnologia para um modelo baseado no digital e habilitado para o humano.

Máquinas inteligentes não vão substituir os seres humanos, já que pessoas são fundamentais para a interpretação de resultados digitais. A preferência dos consumidores será pelo mundo digital. Por isso, empresas vão direcionar esforços para melhorar a experiência do cliente por meio da simplificação e da automatização. Processos também serão mais inteligentes, minimizando intervenções manuais e permitindo ao consumidor o autoatendimento.


4) Em 2020, a expectativa de vida em todo o mundo vai aumentar meio ano devido à adoção generalizada da tecnologia de monitoramento de saúde sem fio

Em 2017, acredita o Gartner, os custos com cuidados para diabéticos vão cair 10% a partir do uso de smartphones.

Monitores wearables vão sustentar essa promessa. Hoje, uma pulseira simples pode colher dados sobre batimento cardíaco, temperatura, entre outros. Monitoramento cardíaco sem fio, camisas inteligentes e sensores em acessórios prometem ter mais precisão. O Gartner espera que dados de dispositivos de monitoramento remoto forneçam informações valiosas para pacientes e médicos.

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5) Em três anos, 50% da receita do comércio digital dos EUA virá do mobile

A curto prazo, isso significa que o pagamento móvel ganhará impulso em 2015, juntamente com a expansão do mobile commerce – que será motivada em grande parte pela entrada do sistema de pagamento mobile Apple Pay no mercado, bem como outros concorrentes, e pela ampliação dos esforços do Google para aumentar a adoção do Google Wallet, baseado em NFC (Near Field Communication).


O fato é que os dispositivos móveis serão cada vez mais utilizados para a realização de transações à medida que fabricantes e desenvolvedores de aplicações consigam aperfeiçoar questões de usabilidade, funcionalidade e segurança. Por sua vez, provedores de serviços e varejistas deverão ser capazes de oferecer experiências de compra conectadas, independente do canal escolhido.

6) Em 2017, cerca de 70% dos modelos de negócios digitais bem-sucedidos serão baseados em processos flexíveis o suficiente para se adequarem conforme as necessidades dos clientes mudam

Até o fim do próximo ano, 5% das organizações de todo mundo desenharão processos flexíveis que irão garantir vantagem competitiva, estima o Gartner. Esses processos instáveis e capazes de serem manobrados facilmente, como descreve a consultoria, serão criados para se ajustarem às necessidades dos consumidores de maneira ágil. Eles são fundamentais para apoiar interações imprevisíveis do consumidor que, por sua vez, exigem a tomada de decisões para capacitar a continuidade dos processos mais rígidos. Isso contribuirá para a criação de uma organização capaz de mudar de maneira mais fluida para alcançar o sucesso do negócio digital.

7)  Em três anos, metade dos investimentos em produtos de consumo será redirecionado para inovações na experiência do consumidor  

O Gartner aponta que já no fim do próximo ano, 2015, metade dos produtos tradicionais de consumo terão extensões digitais nativas. A competitividade, que antes era definida por vantagens oferecidas em produtos e serviços tradicionais, hoje é decidida pela experiência de consumo ofertada. No mercado de produtos de consumo essa pressão é ainda maior, já que hoje consumidores conseguem acesso a informações sobre produtos e preços de commodities de maneira muito fácil, prejudicando a fidelidade à marca. Considerando que não faltam alternativas concorrentes e que a inovação dos produtos está sujeita à maior comoditização, inovar na experiência oferecida ao cliente será a chave para garantir fidelidade.


8) Em 2017, quase 20% dos bens duráveis ?? Oferecidos por varejistas on-line vão usar impressão 3D para criar ofertas personalizadas de produtos  

Em alternativa a processos fabris tradicionais, a impressão 3D permite a entrega de produtos mais personalizados e customizados com mais agilidade. O recurso já apresenta profundo impacto sobre a ativação de startups, especialmente no que diz respeito à redução dos custos de infraestrutura. É um novo sistema de negócio que exige uma cultura corporativa capaz de suportar produtos com outras conformidades, capacidades de criar novos escritórios “concierge”, back office de TI e operações.

 
Vestido sendo feito em impressora 3D

9) Em 2020, as empresas de varejo que utilizam mensagens direcionadas combinadas com sistemas de posicionamento internos (IPS) aumentarão as vendas em 5%

Segundo o Gartner, até 2016 veremos um aumento no número de ofertas dos varejistas baseadas na localização do cliente e no tempo de permanência deles na loja. O marketing digital aposta cada vez mais em publicidade móvel e análises avançadas para aproveitar as oportunidades trazidas pelo aumento do uso de dispositivos móveis. Hoje é possível criar anúncios altamente direcionados com base em compras recentes, hábitos de compra, cidade de residência e interesses. Nesse contexto, a localização atual do cliente é um das mais importantes pistas, mas que ainda tem sido pouco aproveitada.

À medida que sistemas de posicionamento internos (como beacons) se popularizam, os profissionais de marketing vão direcionar cada vez mais suas ações pela localização do cliente na loja. Além disso, o IPS presente dentro dos dispositivos móveis mais recentes permitirá identificar a localização para enviar sugestões por meio de anúncios e mensagens direcionadas.



Fonte: IT Forum 365


10) tendências tecnológicas para 2015 - Gartner lista conceitos que tendem a despontar no mercado de TI ao longo do próximo ano

Chegamos aquele momento em que consultorias começam a soltar as primeiras previsões para o próximo ano. O Gartner, revelou sua lista com as 10 tendências tecnológicas para 2015.

A consultoria colocou grande parte de suas fichas no conceito de internet das coisas (IoT), que traz a reboque um universo de componentes complementares como máquinas inteligentes, análises pervasivas e impressão 3D.

Eis as apostas:
  • Computação em toda parte – Para a consultoria, o mundo caminha para um acesso total e ubíquo a toda capacidade tecnologia. Telas inteligentes e dispositivos conectados se proliferarão em diversas formas, tamanhos e tipos de interação.
  • Internet das coisas – A consultoria manda um recado para os CIOs: experimentem, avaliem e incentivem projetos para desenvolver utilizações de sensores e dispositivos conectados em suas empresas.
  • Impressão 3D – Não se trata de uma tecnologia nova. Aliás, vamos fazer justiça que o conceito ronda por aí desde 1984. Contudo, agora é que atinge níveis importantes de maturidade. Enquanto o tema ganha atenção no campo de consumo, a verdadeira revolução tende a vir de sua aplicação nas corporações.
  • Análises avançadas, pervasivas e invisíveis – Toda aplicação é um app de análises nos dias de hoje.
  • Sistemas contextuais ricos – Conhecer o usuário, sua localização, tudo que ele fez no passado, suas preferências, conexões sociais e outros atributos fornecerão insumos para as aplicações.
  • Máquinas inteligentes – A capacidade de executar tarefas com precisão e apreenderem com rotinas dará nova dimensão aos mais diversos equipamentos.
  • Nuvem e client computing – Esse é tópico central para evolução da nuvem. Isso significa que uma aplicação estará baseada em nuvem e será capaz de se estender a múltiplos clients.
  • Aplicações e infraestruturas definidas por software –Tecnologia precisa misturar estruturas de maneira dinâmica, com elementos pré-definidos e bem menos complexos.
  • Web-scale IT – Tópico que se assemelha ao modelo já usado por grandes provedores de soluções em nuvem, incluindo sua cultura abrangente de riscos e alinhamentos de colaboração.
  • Segurança – Em particular, a tendência é de mais atenção para aplicações com autoproteção.
Grande parte dos pontos que compõem a lista aponta para a fusão entre o mundo real e virtual, e a forma como isso impacta as rotinas das empresas, que se transformam em organismos cada vez mais digitais.

Com base nesse cenário, o Gartner vem alertando executivos de TI para a necessidade de que ajustem seus perfis de liderança a fim de explorarem as oportunidades de negócio. A visão é que digitalização das organizações permite a empresas adotarem uma postura tecnológica menos amarrada a eficiência operacional de processos internos e mais como uma habilitadora para o desenvolvimento de modelos de negócios, serviços e produtos disruptivos.